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drops ISSN 2175-6716

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Carlos A. Ferreira Martins, professor do IAU USP, comenta os mais recentes depoimentos do governo federal sobre a redução de investimentos na educação, entendida como corte de gastos.

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MARTINS, Carlos A. Ferreira. O Brasil não tem espaço para todos. Quando o discurso da meritocracia enterra a democracia. Drops, São Paulo, ano 20, n. 144.03, Vitruvius, set. 2019 <https://agitprop.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/20.144/7470>.



Essa afirmação poderia ser uma denúncia “de esquerda” frente ao caráter restritivo e excludente das políticas do antigoverno bolsonarista. Mas foi uma declaração de princípios exposta de maneira despudorada pela ridícula figura colocada à frente do Ministério de Educação.

Pior, feita na frente de crianças e jovens numa cerimônia oficial. Atacando o programa Bolsa Família e afirmando que o objetivo da educação “não é garantir o futuro das crianças”, o pseudoministro explicita o total descompromisso governamental com o futuro, não só das crianças, mas do país.

No império do vale tudo em que se transformou a comunicação oficial, ainda achou espaço para dizer que a suspensão de mais de 5.500 bolsas de estudo “não é corte”.

Quem quiser acreditar em coincidências, fique à vontade. Mas é fato que junto aos cortes de bolsas e das verbas para as universidades, surgiram de imediato campanhas publicitárias de novas linhas de empréstimo pessoal de instituições financeiras privadas para... pagar o ensino.

Na lógica particular do ministro da antieducação, sua absurda declaração teria o sentido de defender a meritocracia. Mais honesto foi o deputado Marquezelli que, quando da aprovação do teto de gastos, não teve constrangimento em declarar: “é muito simples, quem tiver dinheiro manda seus filhos para a universidade e quem não tiver não manda”.

Fica então claro que “mérito” é nascer em família rica ou ficar rico por “mérito” como o famoso vendedor de carros usados que se trata no hospital mais caro do país.

Também deve ser por “mérito” que o sujeito que confunde S com Z e 500 mil com 500 milhões seja ministro da educação e que o filho que “merece” filé mignon pretenda ser embaixador num país de que não fala a língua.

Os são-carlenses que atuam no comércio ou no setor imobiliário em breve sentirão o peso dos cortes na atividade econômica da cidade, como a EPTV já mostrou. Talvez isso os leve a refletir melhor sobre o “mérito” na escola e nas suas atividades.

sobre o autor

Carlos A. Ferreira Martins é professor titular do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – IAU USP São Carlos.

 

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