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research

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architexts ISSN 1809-6298

abstracts

português
O artigo analisa a trajetória e os trabalhos iniciais de Munizaga, responsável pela redação de um dos primeiros textos didáticos sobre Desenho Urbano na América Latina e manuais que circularam amplamente nas escolas de Arquitetura do Cone Sul.

english
The paper analises the early trajectory and works of Munizaga, responsible for writing one of the first didactic texts on Urban Design in Latin America and handbooks that circulated widely in the architecture schools from Southern Cone.

español
El artículo analiza la trayectoria y los trabajos iniciales de Munizaga, responsable por escribir uno de los primeros textos didácticos sobre Diseño Urbano en América Latina y manuales que circularon ampliamente en las escuelas de arquitectura del ConoSul


how to quote

SOUZA, Gisela Barcellos de; GIMENEZ, André Tiné. Acerca do Urban Design. Os constructos de Gustavo Munizaga. Arquitextos, São Paulo, ano 20, n. 235.01, Vitruvius, dez. 2019 <https://agitprop.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/20.235/7588>.

Capa do livro Ciudad, Urbanismo y evolución al Diseño Urbano, de Gustavo Munizaga
Imagem divulgação [Editorial Académica Española, 2018]

Em sua condição de disciplina prática, que testa seus conceitos em contextos distintos – esgarçando, por ventura, seus contornos semânticos a situações limítrofes –, o urbanismo possui em sua história diversos exemplos de termos originalmente cunhados para situações e conjunturas geoculturais específicos, que acabaram por se aproximar ao atravessar fronteiras distintas. Este é o caso do Urban Design e do Projeto Urbano, concebidos em contextos temporais e culturais distintos, mas que a prática, e os constantes deslocamentos semânticos que esta lhes imputou, por um lado, e as traduções culturais que deles se realizaram, por outro, tenderam a aproximá-los, deixando suas delimitações em aberto (1).

O primeiro, como se sabe, foi proposto por Josep Lluís Sert em 1953, no contexto norte-americano e, ainda que sua institucionalização seja coetânea às críticas às renovações urbanas que a Housing Act acabou por permitir após meados dos anos 1950, reverbera os debates do Congresso Internacional de Arquitetura Moderna – Ciam do segundo Pós-guerra (2). Já noção de Projeto Urbano foi gestada nos países latinos da Europa Continental na passagem dos anos 1970 aos anos 1980, em meio a difusão dos estudos tipomorfológicos e a revisão crítica dos Grandes Conjuntos Habitacionais – os Poligonos espanhóis e Grands Ensembles franceses – e das Cidades Novas construídos dentro dos princípios do Movimento Moderno (3).

Este artigo é parte de uma investigação que pretende contribuir para a compreensão dos percursos iniciais e vias de penetração destas noções na cultura arquitetônico-urbanística na América Latina. Se, no caso específico do Brasil, a maior difusão da noção de Desenho Urbano ocorreu nos anos 1980 – motivada, sobretudo pela realização das Secretarias Municipais de Desenvolvimento e Urbanismo – Sedur e pelos aportes de brasileiros que retornavam de estudos na Oxford Polytechnic (4) –, concomitantemente, portanto, à revisão do Movimento Moderno e à introdução do debate da tipomorfologia neste país; o mesmo não ocorreu no Chile e na Argentina. Poucos anos após a criação dos primeiros cursos de Desenho Urbano nos EUA – lembremos que os cursos de City Design na Penn University e o de Urban Design na Harvard são de 1957 e 1960, respectivamente – e antes mesmo que o Urban Design Group viesse a se constituir junto ao NYC Planning Department (5), os chilenos Gustavo Munizaga e Enrique Browne (6) já haviam ido cursar seus mestrados em Urban Design na Harvard e no MIT, respectivamente, e o argentino Horacio Pando organizava uma cátedra de Diseño Urbano na Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo da Universidad de Buenos Aires (7).

Neste artigo, enfoca-se em específico a trajetória e o trabalho intelectual de um arquiteto chileno em particular, Gustavo Munizaga, responsável pela redação de um dos primeiros textos didáticos sobre Urban Design na América Latina. Tratam-se de textos que possuem particular interesse para a investigação em questão: não apenas pelo fato de se tratar de manuais que circularam amplamente nas escolas de Arquitetura do Cone Sul (8), mas também pelo fato de terem sido escritos coetaneamente às primeiras manifestações da revisão crítica do Movimento Moderno sob a perspectiva tipomorfológica no Chile. O presente artigo pretende demonstrar como, por meio da prática docente e do embate com o contexto chileno, Munizaga passou, na virada dos anos 1970 aos 1980, da postura inicial de tradutor cultural de seu aprendizado norte-americano a de autor de constructos e métodos em Urban Design, os quais se tornariam nas bases para seus futuros manuais (9). Para isto, este artigo analisa a trajetória de Munizaga até a primeira metade dos anos 1980 – no contexto de fluxos internacionais de ideias e de seu confronto com contribuições oriundas do contexto local –, assim como as oscilações e os deslizamentos em suas definições de Urban Design, por meio da análise de uma sequência de textos publicados entre 1977 e 1983.

Capa da primeira edição do manual Diseño Urbano: Teoria y médodo de Gustavo Munizaga
Imagem divulgação [Ediciones Universidad Católica de Chile, 1992]

Capa da primeira edição do manual Tipos y Elementos de la Forma Urbana, de Gustavo Munizaga
Imagem divulgação [Ediciones Universidad Católica de Chile, 1993]

A trajetória de Munizaga e o Urban Design no Chile

A história do Urban Design no Chile e a trajetória profissional de Gustavo Munizaga se entremesclam em uma trama complexa. Munizaga formou-se em arquitetura na Universidade Católica do Chile em 1962, momento em que, a despeito da existência do Instituto de Planejamento e Habitação nesta universidade (criado entre 1953 e 1954), o ensino do urbanismo era limitado a poucas disciplinas teóricas, sem relação com a prática (10). A fim de preencher esta lacuna, Munizaga prosseguiu seus estudos de mestrado em Urban Design na Universidade de Harvard, entre 1964 e 1967 (11), formação que reconheceria anos mais tarde como fundamental em sua formação acadêmica (12) e que o acompanharia em suas referências ao longo de sua carreira acadêmica e profissional.

O curso que Munizaga frequentou, não se resumia à concepção de uma arquitetura em grande escala e de seus espaços adjacentes. Observava-se, já naquele momento, uma mudança na compreensão das interfaces entre o Design Urbano e o Planejamento; um certo amadurecimento em relação às ideias iniciais de Sert (13), com as contribuições de Kevin Lynch, de Christopher Alexander, de Fumihiko Maki e de Constantinos Apostolou Doxiadis – neste caso, mediadas por Jacqueline Tyrwhitt , após sua participação na Simpósio de Delos (14).

Não obstante o fato de que Munizaga vira a se tornar correspondente chileno da revista Ekistics, as ideias de Fumihiko Maki, então professor na Harvard, são aquelas que parecem ter sido particularmente importante para o jovem arquiteto chileno, visto que reapareceriam com frequência em seus futuros textos. Mais especificamente, reverberariam em seus escritos a definição de forma coletiva – responsáveis por permitir a unidade dentro da diversidade – e de suas três formas de estruturação concebidas pelo arquiteto japonês: a forma compositiva; a megaestrutura, que, a despeito do controle exterior, possibilitava a uma liberdade de funções em seu interior; e a group-form, uma abordagem sistêmica em que uma estrutura proveria a unidade em determinado espaço pela reiteração de elementos e processos na produção daquele espaço (15).

Estas ideias do mestre seriam testadas ainda durante seu mestrado, em atelier denominado Intercity que objetivava a proposição de formas de assentamento para a conurbação Baltimore-Washington. Munizaga e sua equipe – Lozano, Corea e Wampler –, propuseram uma sequência de megaestruturas em que cada módulo possuía seu próprio centro cívico e comercial, bem como equipamentos coletivos. A possibilidade de uma expansão, no entanto, era controlada: hibridavam-se as ideias de megaestrutura e de forma coletiva (16).

Páginas 3-35 do livro Itercity II: comparative analysis of intercity developments – publicado pela Harvard University GSD em 1964 – na qual consta o diagrama de circulação do projeto elaborado pela equipe de Munizaga
Imagem divulgação [Harvard University, 1964]

Capa da revista ARQ n. 8, de 1983, na qual foi publicado o artigo “Estructura y Ciudad” de Munizaga
Imagem divulgação

Ao retornar para o Chile, Munizaga encontra um contexto de experimentação e implementação de diversas instituições de planejamento. No contexto da Guerra Fria e da disputa pelo controle de territórios na América Latina, a Ford Foundation junta-se aos esforços iniciados pelo American Aid Program (United States Agency for International Development – Usaid) no sentido de construção de moradias sociais financiadas, propondo um programa ao governo de Jorge Alessandri em 1963. O programa de cooperação inicial – que visava a produção de equipamentos comunitários –, foi revisto e ampliado a fim de atender às demandas de planejamento urbano e regional do governo de Eduardo Frei Montalva, e passou a contar com John Friedman como seu coordenador (17). A cooperação entre a equipe de consultoria e os técnicos locais se deu por meio de instituições governamentais recém-criadas – como Ministério da Habitação e do Urbanismo – Minvu, em 1965, e a Oficina Nacional de Planejamento – Odeplan, em 1964 – e da Universidad Católica de Chile – UC, em parceria da qual a Ford Foundation o criou Centro Interdisciplinario de Desarrollo Urbano y Regional – CIDU. Concebido como uma instituição de pesquisa e de treinamento de quadros técnicos, o CIDU colaborou ativamente em seus anos iniciais com os supracitados órgãos governamentais, inclusive com a Corporación de Mejoramiento Urbano – CORMU (18) – uma das corporações autônomas vinculada ao Ministério de Habitação e Urbanismo. Responsável pela criação de um banco de terras e pela elaboração de planos de renovação urbana, a CORMU teve como traço característico sua abordagem do Planejamento Urbano sob a perspectiva da Arquitetura (19); executou, entre 1965 e 1972, a Renovação Urbana de San Borja, em Santiago, e outros projetos de adensamento das áreas centrais. Compreende-se que, neste contexto de intensa colaboração entre instituições acadêmicas e governamentais, Munizaga tenha sido integrado ao CIDU logo após seu retorno ao Chile. Nesta instituição desenvolveu estudos para o Setor de Manuel Rodrigues entre 1968 e 1971.

Deve-se destacar que a expressão Urban Design, ainda que não fosse amplamente utilizada – Hernán Riesgo afirmaria tê-la escutado pela primeira vez em 1964 (20) –, já circulava no meio especializado chileno neste momento. Em 1971, por exemplo, o arquiteto Browne, que acabava de regressar de seu mestrado em City Design no Massachusetts Institute of Technology – MIT, criticava a falta de precisão deste termo e a tendência a ser interpretado como uma grande arquitetura; ainda que reconhecesse a necessidade de se preencher a lacuna entre o planejamento e a arquitetura, não acreditada que este papel fosse devidamente cumprido pela noção desenho urbano(21).

Ainda que o projeto ganhador deste concurso que tinha por objetivo renovar a região atravessada pela construção da via Norte-Sul (1958-1975) não tenha sido executado – visto que o golpe de 1973 interromperia o processo –, este certame, que contou com a participação de 87 equipes de 25 nacionalidades e com a participação de Aldo Van Eyck como membro do júri internacional, tornou-se um marco na cultura arquitetônico-urbanística chilena.

Munizaga, em conjunto com seus assistentes docentes e seus alunos da Universidade de Chile – UCh – onde lecionou entre 1969 e 1975, após ter deixado a UC devido a um conflito acadêmico (22) –, participou com uma proposta que recebeu menção honrosa no concurso (23). Tratava-se de um ensaio de adaptação do aprendizado durante o mestrado ao contexto do quarteirão hispano-americano. Baseava-se na reinterpretação do parcelamento existente por meio tanto da disposição e forma das novas edificações propostas (residenciais e equipamentos comunitários), como de pátios centrais com acesso por vias pedonais que subdividiriam a quadra em dezesseis partes. A ideia de um terminal aberto, tal qual o projeto desenvolvido durante a pós-graduação, estava presente na proposição de sua execução em várias etapas.

Fotografia da página 88 do livro Diseño Urbano Inclusivo para Santiago Centro: Concurso Inernacional 1972, Santiado do Chile, na qual consta o projeto desenvolvido pela equipe de Munizaga
Imagem divulgação [Universidad de Chile, 2015]

Em 1974, quando Hernan Riesgo se torna diretor da Escola de Arquitetura da UC, Munizaga retorna à instituição como professor convidado, tornando-se efetivo a partir de 1977. É neste momento que começa a atuar como docente em ateliês de Desenho Urbano e que – devido a ausência de livros textos de Urban Design em espanhol, excetuando poucas exceções como traduções de Paul Spreiregen (24) e Edmund Bacon (25) –, passa a produzir livros-textos para suas disciplinas (26). Nestes escritos, verifica-se a incorporação de diversos conhecimentos apreendidos durante seu mestrado, aos quais se soma sua experiência junto às instituições de planejamento chilenas e a tentativa de adequação e tradução cultural destas ideias para o contexto local.

O interesse pelo desenho urbano, no âmbito da Escola de Arquitetura da UC se manifestaria, entre outros, por meio da realização de um ateliê em parceria com o MIT para elaboração de Projeto de Revitalização e Estruturação do Centro de Santiago (1978-79). Coordenado por Hernán Riesgo, a cooperação possibilitou a vinda do professor Imre Halasz e contou com Munizaga entre os docentes da UC participantes (27).

Páginas 60 e 61 do livro Revitalización y estructuración del centro de Santiago: estudio de diseño urbano 1978-1979, publicado em 1979 pela Universidad Católica de Chile
Imagem divulgação [Universidad Católica de Chile, 1979]

Justamente no momento em que Munizaga se consolidava como docente de Desenho Urbano na Universidad Católica, ressoavam no Chile as primeiras revisões críticas do Urbanismo do Movimento Moderno. Na I Bienal de Arquitectura do Chile, realizada em 1977, um coletivo recém-criado, o Centro de Estudios de la Arquitectura – CEDLA – composto por arquitetos que acabavam de retornar de Londres –, trazia ao debate os aportes da tipomorfologia e afirmava sua posição polêmica na cultura arquitetônica inclusive na forma de fazê-lo: propunham um projeto urbano como contraproposta àqueles destacados pelo concurso da CORMU de 1972; buscava-se, por meio deste, reinterpretar o patrimônio edificado e os espaços públicos do tecido urbano existente (28). Munizaga reagiria ao coletivo, publicando uma carta no jornal El Mercúrio que criticava o excesso de formalismo do projeto (29).

Se, num primeiro momento, Munizaga se mostrou reticente em relação à proposta do CEDLA, logo as distâncias entre ambos seriam reduzidas. Deve-se lembrar que um dos fundadores do CEDLA, Humberto Eliash, havia sido assistente de Munizaga em seu Taller na Universidade de Chile, entre 1970 e 1975. Por outro lado, no mesmo ano da I Bienal, José Rosas – que em 1982 iniciaria seu doutorado sob orientação de Manuel de Sola-Morales em Barcelona – começava a trabalhar como assistente no Taller de Munizaga na Universidad Católica. Observa-se uma mudança nas propostas didáticas dos ateliês de Munizaga entre 1977 e 1983: naqueles de arquitetura, incorpora-se a palavra tipologia no título; nos de Desenho Urbano, estudam-se de questões teóricas a partir de Santiago – Estrutura Urbana, em 1978; Modelos e projetos, em 1979; Percepção e metáforas, em 1980 (30). Ao assumir o cargo de diretor da Escola de Arquitetura, Munizaga aproveita a oportunidade para convidar arquitetos do CEDLA para coordenar ateliês: Boza, Duval e Moreno, em 1980, e Murtinho e Eliash, em 1981. Os ateliês do CEDLA e o de Munizaga e Rosas na Escola de Arquitetura seriam as principais referências para um grupo de alunos que se organizou neste período: o Contrapropuestas (31).

Não se deve deixar de pontuar, no entanto, que o interesse pelo desenho urbano e pelos aspectos tipo morfológicos, não era exclusivo à UC neste momento. Sua motivação, contudo, deve-se menos a uma reação crítica ao planejamento urbano – como se observou em outros países latino-americanos – do que a uma alternativa para incorporar conteúdos de urbanismo em cursos de arquitetura em contexto nacional de desmantelamento das instituições de planejamento. Por um lado, a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (1979) transpunha para o espaço urbano os preceitos do neoliberalismo, abrindo mão do controle da urbanização (32). Por outro, nas instituições de ensino e pesquisa em planejamento, sejam elas públicas ou privadas, observa-se a redução progressiva dos quadros neste período (33). Em 1983, por exemplo, na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Chile – sob intervenção militar desde 1976 –; a estrutura de departamentos chegou a ser abolida e se implementou no lugar do de urbanismo a Cátedra de Desenho Urbano (34).

Urban Design por Munizaga

A fim de verificar possíveis oscilações na concepção de Munizaga sobre a noção de Urban Design, realizou-se análise de conteúdo longitudinal de quatro publicações que este arquiteto elaborou sobre esta temática entre 1978 e 1983. As duas primeiras publicações, editadas em 1978 e 1980, dão continuidade a um trabalho iniciado no CIDU (35), em 1968, e vinculam-se, por outro lado, à sua experiência como docente. Trata-se de textos de apoio didático que tinham como objetivo orientar a prática nos ateliês que ministrava. Neste sentido, afirma-se claramente que estes textos não tinham a pretensão de apresentar elementos originais, mas sim de “reorganizar um universo intelectual que se apresenta de modo indeterminado e confuso” (36). O terceiro texto, de 1983, assume um caráter híbrido, ainda que dê continuidade a empreitada anterior, organiza-se dentro do quadro de uma investigação sobre as noções de estrutura e projeto e, neste contexto, incorpora os aportes construídos por meio da reflexão sobre a prática de ensino. O último texto, também de 1983, é o primeiro que assume o formato de um livro, editado pela Universidad Católica de Chile, e que apresenta de forma consolidada o conjunto de reflexões sistematizadas ao longo de cinco anos.

A verificação das oscilações na concepção de Urban Design por meio deste corpus foi pautada pelo escrutínio de dois aspectos: um referente à própria estrutura dos textos – observando tanto as continuidades como as variações temáticas –, outro concernente às referências bibliográficas apresentadas ao final destes escritos. A despeito de os títulos nela indicados nem sempre serem incorporadas com o mesmo peso ao longo da argumentação textual, a bibliografia mostra-se, quando analisada sob a perspectiva longitudinal do corpus, como uma lista constantemente refeita. A cada nova publicação novos itens são incorporados, outros são descartados, e, por meio desta oscilação, revelam sua contribuição no entendimento de Munizaga sobre o Urban Design. Nos gráficos abaixo observa-se a incorporação progressiva de referências oriundas dos neorracionalistas e a diminuição daquelas vinculadas ao Urban Design vinculado ao Movimento Moderno aprendido da Harvard. A análise da estrutura dos textos revela que esta mudança nas referências foi acompanhada pela incorporação de novas temáticas, como veremos na sequência.

Gráfico de Categorização das referências bibliográficas utilizadas por Munizaga entre 1978 e 1983
Elaboração Gisela Barcellos de Souza e André Tiné Gimenez

Os textos “Diseño Urbano: Fundamentos y Procesos”, de 1978, e “Tres textos sobre Diseño Urbano”, de 1980, se estruturam de modo similar em quatro partes; diferem apenas em alguns dos conteúdos pontuais e no nível de desenvolvimento – visto que o primeiro escrito não fora concluído. Ambos iniciam-se com a delimitação do problema e a definição dos conceitos abordados – planejamento, arquitetura urbana, urbanismo, desenho urbano, cidade. Na sequência, situam-se as questões colocadas ao Urban Design no contexto da “macrópolis mundial” – entendida como a tendência a urbanização total – ou Ecumenópolis, a gigantesta cidade global definida em 1967 por de Doxiadis. A terceira parte de ambos os textos destina-se à apresentação do Urban Design como processo, para tanto, recorre-se tanto a exemplos abordados sob a perspectiva histórica, situados entre a revolução industrial e o final da década de 1970 (37), como na organização de categorias modelos e estratégias a fim de orientar a prática projetual. A quarta parte expõe os produtos e os componentes do Desenho Urbano, indicando o que Munizaga definia neste momento como sete estratégias básica: Cidades Capitais, Cidades Satélites, Cidade Novas, Setores Funcionais Especializados, Plano Regulador ou Remodelação de Áreas Centrais e Sistemas Urbanos. Complementam e ilustram os argumentos destes textos uma cronologia de intervenções urbanas incorporada como anexo.

Na tentativa de organizar e categorizar o que foi escrito sobre o tema e de orientar os trabalhos nos ateliês, Munizaga procurava não se vincular diretamente a uma única teoria ou corrente. Neste sentido, observa-se a diversidade do que Munizaga (38) reconhecia como os fundamentos para o método projetual que propunha: as bases conceituais, as unidades e os elementos da teoria Ekística (39); as categorias, variáveis e organização de elementos de Alexander (40), o comportamento e agregação de Buckminster Fuller e Robert W. Marks (41), elementos de estruturação da imagem mental de Lynch (42), as categorias de Christian Noberg-Schulz (43), ideias gerais da crítica ao funcionalismo de Aldo Rossi (44), os padrões de estruturação metropolitana de Kevin Lynch (45), noções de terminais abertos e subsistemas de Maki (46), ideias de organização da trama urbana de Edmund Bacon (47) e concepção de conectores e articuladores de Imre Halasz.

Na incorporação de contribuições tão distintas, no entanto, Munizaga nem sempre faz a devida distinção entre os autores, ou busca contextualizar e condensar a essência de seus argumentos. Ao contrário, observa-se um claro trabalho de recombinação das contribuições de origens diversas a fim de afirmar a existência de convergências dificilmente verificáveis. A título de exemplo, ao escrever sobre as ideias de Setor e de Unidade de Vizinhaça, reconhecendo-as como base do urbanismo do Ciam, Munizaga (48) aproxima-as das áreas residenciais de Rossi (49), comprometendo a chave do argumento do arquiteto italiano ao afirmar que nelas estaria o fundamento da Arquitetura Urbana. Outro fato a salientar é que a noção de tipologia que emprega neste momento não se enraíza no debate italiano, mas sim na classificação de Lynch sobre os tipos metropolitanos (50). Trata-se de um instrumento para simplificar a etapa de análise e agilizar a escolha das soluções formais possíveis (51).

Observa-se, em outras ocasiões, a tentativas de atribuir novos significados por mudanças nos títulos dos textos originais. Desta forma, o item do texto de 1978 “Perdida del ingenio y del significado” torna-se “Crítica al Diseño de la Ciudad Moderna” em 1980, a despeito de que sua discussão continue sendo sobre o conceito de Urban Design, apoiando-se para tal em textos filosóficos e clássicos disciplinares – como Alberti e Vitruvius. Por outro lado, deve-se salientar que os arquitetos que promoviam a revisão crítica do Movimento Moderno, eram enquadrados na abordagem genealógica de Munizaga sem destaque para este aspecto, sob o título “La Perspectiva: Una 4a Generación?”, tanto no texto de 1978, quanto no de 1980.

A terceira publicação, “Modelo, Estructura y Proyecto” de outubro de 1983 (52), destoa das anteriores ao operacionalizar as experiências didáticas precedentes como forma de promover a investigação sobre noções de tipologia, metáforas, sistemas e estruturas. Para tanto, apresenta-se inicialmente a fundamentação para as disciplinas anteriormente ministradas. Na sequência, relatam-se as atividades realizadas nos ateliês em conjunto com seus auxiliares – dentre eles Jose Rosas, na UC, e Humberto Eliash, na UCh –, ilustrando-as com curtos relatos das disciplinas desenvolvidas entre 1970 e 1983. Por último, destinam-se dois capítulos para o aprofundamento teórico e a reflexão sobre as aplicações teóricas e métodos empregados na operacionalização de dois binômios de noções: a de tipo e tipologia e a de analogia e metáfora.

Deve-se ressaltar que, ao contrário do que ocorria nas duas publicações precedentes, nesta a noção de tipo apoiava-se claramente nos aportes da tipomorfologia, utilizando como principais referências: Rossi, Argan, Moneo, Colquhoun e Quatremère de Quincy. Segundo os relatos apresentados no texto, esta noção teria sido experimentada em disciplinas entre o segundo semestre de 1982 e o primeiro semestre de 1983, ou seja, logo após os supracitados ateliês ministrados por integrantes do grupo CEDLA.

Capa da primeira edição do livro Estructura y Ciudad, publicado em 1983
Imagem divulgação

Se nas demais obras os colaboradores são apenas nomeados na introdução e no relato de experiências didáticas, no livro Estructura y Ciudad (1983) estes assumem claramente o papel de autores. Editada por Munizaga, nessa publicação apenas três dos sete capítulos são de sua autoria – sendo um deles com Jose Rosas como coautor. Neste livro, expõem-se e aprofundam-se em cada capítulo as noções que foram experimentadas em exercícios didáticos nos anos precedentes. Busca-se a construção de um arcabouço que permita reduzir as dissonâncias e inseri-las dentro de uma mesma operação. Neste sentido, a Estrutura – entendida como ordem ontológica e como referência morfológica, funcional e semiológica – poderia ser proposta e a analisada por meio das noções de sistemas, tipos e metáforas. No último capítulo, destinado à exposição do uma proposta desenvolvida para a área central de Santiago, observar-se que as megaformas e estruturas semiológicas aprendidas na Harvard permanecem e hibridam-se com os novos aportes da tipomorfologia.

Conclusão

Por meio da exposição realizada ao longo deste texto, explicita-se o papel chave de Munizaga na tradução cultural do Urban Design ao contexto chileno. Este se ratifica não apenas pelo fato de fazer parte das primeiras gerações de alunos formados pelo curso da Harvard, mas também pelo fato de ter se envolvido, em seu retorno ao Chile, diretamente em instituições de planejamento e de ensino.

Se, num primeiro momento, se encontrava numa posição de tradutor cultural com ampla legitimidade para ensinar seus conhecimentos de Urban Design advindos do contexto norte-americano; num segundo momento esse se aventuraria na tarefa de construção de novos métodos e conceitos por meio da hibridação. Seu contínuo embate com as contingências locais – seja pelas experiências práticas de projeto nos ateliês, assessorias ou planejamento; seja pelos contínuos contatos no âmbito acadêmico com tradutores culturais de outros países – possibilitou-lhe a formação de um hibridismo entre ideias do Movimento Moderno e sua revisão crítica.

As ideias sistematizadas nos trabalhos aqui analisados seriam retomadas nos anos seguintes e dariam origem ao seu manual de desenho urbano intitulado “Diseño Urbano: Teoria y Método”, publicado pelas Edições da Universidade Católica de Chile, em 1992, e apresentado como o resumo dos “resultados de uma longa trajetória de investigação e recopilação de material entorno dos fundamentos e das aplicações do Desenho Urbano” (53). A vigência do interesse por esta obra se manifestaria em sua terceira edição atualizada lançada em 2014 pela mesma casa editorial.

notas

NE – Este artigo é uma versão ampliada do artigo “Defining Urban Design in the Chilean Context: The contributions of Munizaga” apresentado pelos autores na 18th International Planning History Society Conference, realizada em Yokohama em 2018.

1
Os artigos de Alex Krieger e Richard Sommer publicados no livro organizado por Krieger e Saunders abordam justamente esta imprecisão. Cf. KRIEGER, Alex; SAUNDERS, Willian (Orgs.) Urban Design. Minneapolis/London, University of Minesota Press, 2008.

2
Ver a respeito: MUMFORD, Eric Paul. Defining Urban Design: CIAM architects and the formation of a discipline, 1937-69. Yale, Yale University Press, 2009

3
SAINZ GUTIÉRREZ, Victoriano. El proyecto urbano en España: génesis y desarrollo de un urbanismo de los arquitectos. Servilla, Universidad de Sevilla, 2006.

4
PAVESI, Lorenza. A recepção e difusão das teorias Townscape na Inglaterra, Itália, Estados Unidos e Brasil, nos anos de 1950 a 1980. Tese de doutorado. São Paulo, FAU USJT, 2015.

5
Cf. BARNETT, Jonathan. An Introduction to Urban Design. New York, Icon Editions, 1982.

6
Enrique Browne concluiu em 1969 seu mestrado em Desenho Urbano no MIT, ocasião em que pode trabalhar diretamente com Lynch. BROWNE, Enrique. Depoimento a Gisela Barcellos de Souza, 13 set. 2011.

7
Em sua definição de Desenho Urbano, Horacio Pando ressoava a definição de Josep Lluís Sert (1956), ao colocá-lo como campo intermédio entre o planejamento urbano e a arquitetura – cf. PANDO, Horacio. Diseño Urbano. Buenos Aires, FADU UBA, 1965.

8
Ainda que não se encontrem muitos exemplares dos livros de Gustavo Munizaga nas bibliotecas brasileiras, o mesmo não ocorre quando se consultam os acervos institucionais na Argentina, na Bolívia, na Colômbia, no México, no Peru, no Paraguai, no Uruguai e Venezuela.

9
Citamos aqui seus manuais mais conhecidos: MUNIZAGA, Gustavo. Diseño Urbano: Teoria y Metodo. Santiago, Ediciones Universidad Católica de Chile, 1992; MUNIZAGA, Gustavo. Tipos y elementos de la Forma Urbana. Santiago, Ediciones Universidad Católica de Chile, 1993; MUNIZAGA, Gustavo. Macroarquitectura: tipologias y estratégias de desarollo urbano. México, Alfaomega, 2000.

10
GROSS, Patricio. Medio siglo de temática urbana. In STRABUCCHI, Wren (Org.). Cien años de arquitectura en la Universidad Católica de Chile: 1894-1994. Santiago, ARQ, 1994, p. 130-145.

11
Cf. MUNIZAGA, Gustavo. Gustavo Munizaga, correspondent from Chile, talks about teaching the concepts of ekistics. Ekistics, v. 44, n. 261, p. 113-116, 1977.

12
Trata-se de afirmação recorrente nos textos do autor chileno – ver, a título de exemplo: MUNIZAGA, Gustavo. Gustavo Munizaga, correspondent from Chile, talks about teaching the concepts of ekistics (op. cit.) e MUNIZAGA, Gustavo; ROSAS, José; GARCÉS, Eugenio. Modelo, Estructura y Proyecto. Santiago do Chile, Escuela de Arquitectura/Pontificia Universidad Católica, 1983.

13
Referimo-nos aqui à definição de Sert na Primeira Conferência de Desenho Urbano (1956). Alguns trechos desta conferência foram publicados em: KRIEGER, Alex; SAUNDERS, William S (Orgs.) Urban Design. Minneapolis/London, University of Minesota Press, 2008.

14
Munizaga relata em entrevista de 1977 a forma que se deu a introdução da Ekística na Havard, em 1964: “[Jacqueline Tyrwhitt] tinha acabado de voltar do simpósio de Delos. Ela estava entusiasmada com a interação que houve entre os participantes. Ela viu o nosso seminário, com 18 estudantes de mais de 10 países, como um mini-simpósio”. MUNIZAGA, Gustavo. Gustavo Munizaga, correspondent from Chile, talks about teaching the concepts of ekistics (op. cit.), p. 113).

15
MAKI, Fumihiko; GOLDBERG, Jerry. Linkage in Collective Form. Ekistics, n. 82, v. 14, p. 100-104, 1962.

16
MONACELLI, Theodore; COREA, Mario. Intercity II: comparative analysis of intercity developments. Cambridge, Harvard University GSD, 1964, p. 29-39.

17
FRIEDMANN, John. Do Planning Ideas Travel? In: HEALEY, Patsy; UPTON, Robert (Orgs.). Crossing borders: International exchange and planning practices. RTPI Library Series. Londres/Nova York, Routledge, 2010.

18
GROSS, Patricio. Op. cit.

19
PEREZ DE ARCE, Rodrigo. Jardín de Senderos entrecruzados. Remodelación de San Borja y Escuelas de Arquitecturas. In STRABUCCHI, Wren (Org.). Cien años de arquitectura en la Universidad Católica de Chile: 1894-1994. Santiago, ARQ, 1994, p. 146-151.

20
PIAPP UC. Revitalización y estructuración del centro de Santiago: estudio de diseño urbano 1978-1979. Santiago, Universidad Católica, 1979.

21
Browne, Enrique. A propósito de un dilema: Arquitectos y Planificadores. EURE, n. 2, p. 33-53, 1971.

22
STRABUCCHI, Wren (Org.). Cien años de arquitectura en la Universidad Católica de Chile: 1894-1994. Santiago, ARQ, 1994.

23
PAVEZ, Maria Isabel (Org.). Diseño Urbano Inclusivo para Santiago Centro. Santiago, Universidad de Chile, 2015.

24
SPREIREGEN, Paul. Compendio de Arquitectura Urbana. Barcelona, Gustavo Gilli, 1971.

25
BACON, Edmund. Design of Cities. Nova York, Viking Press, 1974

26
Cf. MUNIZAGA, Gustavo. Gustavo Munizaga, correspondent from Chile, talks about teaching the concepts of ekistics (op. cit.).

27
PIAPP UC. Op. cit.

28
SOUZA, Gisela Barcellos de. Santiagos Ponientes ou formas de conceber um projeto urbano. Anais do Seminario Internacional de Investigación en Urbanismo, v. 1, Barcelona, DUOT/Universtitat Politècnica de Catalunya, 2016.

29
MUNIZAGA, Gustavo; CÁRDENAS, J. Carta a El Mercurio referente al proyecto de Santiago Poniente presentado por CEDLA a la 1ª Bienal de Arquitectura. ARS, n. 1., ago. 1977.

30
MUNIZAGA, Gustavo; ROSAS, José; GARCÉS, Eugenio. Op. cit.

31
SOUZA, Gisela Barcellos de. Tessituras híbridas ou duplo regresso: encontros latino-americanos e traduções culturais do debate sobre o Retorno à Cidade. Universidade de São Paulo (Tese de Doutorado), 2013.

32
GROSS, Patricio. Op. cit., 1994.

33
Cf. GROSS, Patricio. Op. cit.; e PAVEZ, Maria Isabel. La institución del urbanismo en la Facultad de Arquitectura y Urbanismo de la Universidad de Chile, 1928-1988. Santiago, Universidad de Chile, 2009.

34
PAVEZ, Maria Isabel. Op. cit., 2009.

35
Referimo-nos arqui ao trabalho: MUNIZAGA, Gustavo; MOLINA, Humberto. Diseno urbano: esquemas y estrategias 1882-1960, Santiago, Cidu, 1968.

36
MUNIZAGA, Gustavo. Diseño Urbano: Fundamentos y aplicaciones. Universidad Católica de Chile, 1978.

37
É justamente nesta parte que se dá continuidade ao trabalho iniciado no CIDU: MUNIZAGA, Gustavo; MOLINA, Humberto. Op. cit.

38
MUNIZAGA, Gustavo. Op. cit., 1980.

39
DOXIADIS, Constantinos Apostolou. Ekistics: an introduction to the science of human settlements. Londres, Hutchinson Verlag, 1968.

40
ALEXANDER, Christopher. A city is not a tree. Architectural Forum, n. 1, v. 122, p. 58-62, abr. 1965.

41
FULLER, R. Buckminster; MARKS, Robert W. The Dymaxion World of Buckminster Fuller. Nova York, Doubleday, 1965.

42
LYNCH, Kevin. The Image of the City. Cambridge, MIT Press, 1960.

43
NORBERG-SCHULZ, Christian. Existence, space & architecture. Santa Bárbara, Praeger, 1971.

44
ROSSI, Aldo. La Arquitectura de la Ciudad. Barcelona, Gustavo Gili, 1971.

45
LYNCH, Kevin. The Pattern of the Metropolis. Daedalus, n. 15, 1961, p. 79-89.

46
MAKI, Fumihiko. Movement systems in the city. Cambridge, Harvard University School of Design, 1965.

47
BACON, Edmund. Op. cit.

48
MUNIZAGA, G. op. cit. 1978.

49
ROSSI, A. op. cit., 1971.

50
LYNCH, Kevin. Op. cit.

51
MUNIZAGA, Gustavo; ROSAS, José. Op. cit.

52
MUNIZAGA, Gustavo; ROSAS, José; GARCÉS, Eugenio. Op. cit.

53
MUNIZAGA, Gustavo. Diseño Urbano: Teoria y Metodo (op. cit.), p. 15.

sobre os autores

Gisela Barcellos de Souza é arquiteta e urbanista (Universidade Federal de Santa Catarina, 2002), mestre em Projet Architetural et Urbain (Université de Paris VIII, 2004) e doutora em História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo (FAU USP, com período sanduíche em Pontificia Universidad Católica de Chile, 2013). É professora do Departamento de Urbanismo da Escola de Arquitetura da UFMG.

André Tiné Gimenez é arquiteto Urbanista graduado pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (2012-2018). Realizou intercâmbio para a Faculdade de Ciências Espaciais da Universidade de Groningen, Países Baixos (2013-2014). Atualmente é mestrando em Planejamento e Gestão do Território na UFABC.

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