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A iniciativa, idealizada pela autarquia federal, celebra a arquitetura moderna do Conjunto Urbanístico do Plano Piloto, valorizando a arquitetura não monumental da cidade

No mês em que se comemora o Dia Nacional do Patrimônio Histórico (17 de agosto) e no ano em que a capital do país completa 60 anos, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal – CAU/DF, por meio de sua Comissão Temporária de Patrimônio, lança o Selo CAU/DF - Arquitetura de Brasília. A iniciativa, idealizada pela autarquia federal, celebra a arquitetura moderna do Conjunto Urbanístico do Plano Piloto, valorizando a arquitetura não monumental da cidade. O objetivo é reconhecer o valor histórico dessas edificações e de seus autores – pouco conhecidos pelo público geral –, bem como divulgar as boas práticas de conservação e manutenção predial que preservaram a linguagem arquitetônica do movimento moderno.

A marca do Selo foi doada pelo arquiteto e urbanista Danilo Barbosa – coordenador da equipe que criou o projeto das placas de sinalização da cidade, em 1976. O Selo é constituído por uma placa alusiva à obra, a ser fixada nas suas imediações, acompanhada de certificados emitidos pelo CAU/DF e entidades apoiadoras ao 1) autor do projeto original (ou um representante de sua família), 2) ao autor do projeto de reforma/restauro (se houver), 3) ao responsável técnico pela execução da obra e 4) ao condomínio.

A iniciativa tem o apoio do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Distrito Federal (IAB-DF), da Associação das Empresas de Arquitetura e Urbanismo de Brasília (AEarq), do Sindicato dos Arquitetos do Distrito Federal (Arquitetos-DF), da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), da Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo – Regional Centro (Fenea), da Administração Regional do Plano Piloto, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e da Secretaria de Turismo (Setur).

“Importantes edifícios que fazem parte do nosso cotidiano não tiveram o mesmo reconhecimento dos destacados palácios, igrejas e edifícios públicos de Brasília. Muitos foram alvo de reformas que alteraram ou destruíram suas características originais. O Selo vem, portanto, reconhecer o trabalho de profissionais que souberam preservar os atributos dessas edificações em seus projetos de reforma, sem deixar de adaptá-las às exigências da legislação atual, às normas técnicas e às funcionalidades contemporâneas. Pretende, sobretudo, funcionar como incentivo a arquitetos, síndicos e moradores de edifícios à preservação da arquitetura moderna da cidade, que tem sido desfigurada por reformas deploráveis e desrespeitosas com o nosso patrimônio arquitetônico ”, justificou o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal, Arq. Daniel Mangabeira. O presidente do CAU/DF ressalta, ainda, que o Selo não é um tombamento, mas um certificado de reconhecimento desta autarquia federal e de seus apoiadores pelo relevante trabalho de preservação da história e cultura da cidade.

O coordenador da Comissão Temporária de Patrimônio do CAU/DF, arquiteto e urbanista Pedro de Almeida Grilo, destaca a importância de saber conservar o patrimônio histórico e moderno da Capital Federal para que as próximas gerações possam usufruir não apenas da plasticidade arquitetônica, mas também das boas técnicas construtivas de uma cidade planejada. “Existe, hoje, uma cultura de reformas que, sob o pretexto de motivação técnica e conservação, acabam por remover seus principais atributos, descaracterizando a paisagem da cidade. Torna-se cada vez mais raro encontrar exemplares bem cuidados de edifícios cotidianos da arquitetura moderna e pioneira da cidade que tenham preservado suas principais características, tão essenciais para a formação da imagem da Brasília que conhecemos e amamos quanto seus monumentos. O Selo vem, portanto, sensibilizar a sociedade de que as reformas prediais podem e devem ser compatíveis com a preservação da linguagem arquitetônica do movimento moderno”, reforça o coordenador Pedro Grilo.

A entrega do primeiro Selo CAU/DF - Arquitetura de Brasília a edificações do Plano Piloto está prevista para ocorrer após o dia 15 de outubro. Até lá, a Comissão Avaliadora, composta pelos membros da Comissão Temporária de Patrimônio do CAU/DF, fará um levantamento das edificações que cumprem os critérios de avaliação para serem certificadas. São eles:

·respeito à arquitetura original;

·manutenção adequada das fachadas;

·respeito às linhas gerais de composição do edifício;

·manutenção dos tipos de revestimento e cores originais, sempre que possível;

·manutenção de elementos originais, se não for possível, critério na reconstituição/substituição;

·manutenção dos pilotis livres, sem cercamento;

·ausência de ocupações excessivas dos pilotis, e

·se houver intervenções, que respeitem a autenticidade do edifício.

Além disso, serão valorizadas as intervenções que

·ofereçam acessibilidade universal ao edifício, desde que respeitando sua arquitetura;

·resolvam de maneira adequada problemas atuais, como a inserção de aparelhos de ar condicionado e passagem de cabos;

·visem a sustentabilidade ambiental e conservação de energia do edifício, e

·estejam sem pendências administrativas em órgãos do GDF.

Leia a justificativa completa da certificação

 

Saiba mais sobre a Comissão Temporária de Patrimônio

A Comissão Temporária de Patrimônio foi criada em maio deste ano pelo CAU/DF, por meio da Deliberação Plenária n° 364/2020. A proposta é promover a arquitetura de Brasília representada pelas edificações e espaços públicos que fazem parte da vida cotidiana, muitas vezes relegada a um papel secundário por estar fora da escala monumental que trouxe reconhecimento à capital.

Integram a Comissão os conselheiros e arquitetos Antônio Menezes Júnior, Gabriela de Souza Tenorio, Giselle Moll Mascarenhas e João Eduardo Martins Dantas, além do coordenador Pedro de Almeida Grilo.

<br />Imagem divulgação


Imagem divulgação

Selo CAU/DF

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CAU/DF
Brasília

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