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drops ISSN 2175-6716

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Carlos A. Ferreira Martins, professor do IAU USP São Carlos, desenvolve a segunda parte de texto sobre o ataque oficial à universidade pública, agora ampliando a argumentação para os interesses econômicos obscuros por detrás da cena.

how to quote

MARTINS, Carlos A. Ferreira. Destruição em marcha acelerada – parte 2. Folow the money. Drops, São Paulo, ano 19, n. 140.02, Vitruvius, maio 2019 <http://agitprop.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/19.140/7347>.



– Folow the Money!
[Frase de Deep Throat, informante secreto do escândalo de Watergate no filme “Todos os homens do presidente”]

“Acelerada” não é força de expressão. Nos poucos dias desde a última coluna (1) os malefícios contra o sistema universitário brasileiro fugiram para a frente.

Após as nefastas declarações do ministro da deseducação de que cortaria 30% do orçamento das universidades que promovem o que ele chamou de “balburdias”, diversas organizações, inclusive de juristas, ameaçaram recorrer ao judiciário e denunciá-lo por improbidade administrativa.

Sua reação foi ainda mais absurda. Para evitar ser acusado de perseguir universidades por motivos ideológicos, o que é claramente inconstitucional, ele decidiu recuar para a frente e estender o corte orçamentário a todas as universidades!

Depois disso alguém teve a ideia de procurar seu histórico escolar na Faculdade e descobriu que ele foi um péssimo aluno. Talvez – mas deixo isso para os psicanalistas – aí esteja a origem de seu ódio às universidades.

Independente de motivações pessoais, o problema é o custo que poderá ter para o desenvolvimento da nação um processo de destruição não apenas do sistema de educação superior, mas também de toda a produção científica e tecnológica do país.

Pior é que ele tem o respaldo ativo do presidente, que não hesita em mentir descaradamente a respeito. A declaração presidencial de que a maior parte da pesquisa feita no país vem das universidades particulares é desmentida por todos os dados oficiais, brasileiros e internacionais

Mais de 90% da pesquisa brasileira é realizada nas universidades públicas e mais de 40% é a contribuição das universidades estaduais paulistas, também sob ataque do governo estadual.

A semana trouxe ainda a informação de que a senhora Elizabeth Guedes, vice-presidente da Associação Nacional das Universidades Privadas, é nada menos que irmã do “posto Ipiranga” Paulo Guedes, o superministro da Fazenda.

Sempre soubemos quem perderá se essa política não for detida. Começamos a descobrir quem quer ganhar.

nota

1
Primeiro artigo da série: MARTINS, Carlos A. Ferreira. Destruição em marcha acelerada. Universidade em risco – parte 1. Drops, São Paulo, ano 19, n. 139.08, Vitruvius, maio 2019 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/19.139/7341>.

sobre o autor

Carlos A. Ferreira Martins é professor titular do IAU USP, ainda público e gratuito.

 

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140.02 ensino
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